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segunda-feira, 20 de março de 2017

Pastor é condenado a 27 anos de prisão por mortes de mãe e filha

19/03/2017 18h30 - Atualizado em 20/03/2017 07h14

Pastor é condenado a 27 anos de prisão por mortes de mãe e filha

Acusado não aceitou fim do namoro e matou a ex e a filha dela, diz Justiça.
Mãe e adolescente foram mortas em Várzea Grande em setembro de 2015.

Carolina HollandDo G1 MT

Mãe e filha moravam em Poconé e foram
assassinadas. (Foto: Reprodução)
O pastor evangélico Valto dos Reis Mandinga, de 44 anos, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado pelas mortes da ex-namorada dele, Simone da Luz Feitosa, de 37 anos, e da filha dela, Aline Feitosa Souza, de 16 anos. As duas foram assassinadas em setembro de 2015 e os corpos foram encontrados carbonizados num lixão em Várzea Grande, na região metropolitana. O réu está preso desde outubro de 2015.
O julgamento ocorreu no último dia 15 de março, em Várzea Grande, e foi presidido pelo juiz Otávio Affi Peixoto. O pastor foi condenado por homicídio qualificado (meio cruel, sem chance de defesa das vítimas e assassinato em razão da condição das vítimas serem do sexo feminino) e ocultação de cadáver.
Conforme a denúncia, no dia 28 de setembro de 2015, Mandinga atraiu as vítimas, que moravam em Poconé, a 104 km de Cuiabá, para Várzea Grande.G1 não conseguiu falar com o advogado de Mandinga, mas consta dos autos que a tese usada no julgamento foi de negativa de autoria dos crimes dos quais o pastor foi acusado.
O MPE acusa o pastor de, movido por ciúmes e por não aceitar o término do namoro com Simone, ter golpeado as duas na região da cabeça. A ex-namorada de Mandinga morreu ainda no local.
Depois, o acusado escondeu o carro de Simone na casa de terceiros e usou um outro veículo para levar Aline e o corpo da ex-namorada até um lixão, nas proximidades do Residencial Paiaguás. Lá, ateou fogo às duas, provocando a morte da adolescente.
Mandinga foi condenado ainda pela Justiça ao pagamento de multa de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos crimes. Ele foi preso depois de que teve o carro reconhecido por uma testemunha que viu o veículo na área do lixão onde os corpos foram encontrados.

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